sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O fogo do amor sob a chuva há instantes morrera

Deixo aqui novamente a música Chuva, da Marisa.
Mas desta vez num sentido completamente diferente daquele que normalmente uso. Esta música marca-me profundamente pela positiva, traz-me à memória acontecimentos e gente que guardo nesta caixinha mágica que me habita. Mas hoje fui buscá-la por outros motivos.. são emoções que me deixam apreensivo (não, não quero usar as palavras que me povoam a mente).
Não digo mais, fica o título desta postagem e o poema..

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Um possível novo título

Turbilhão de emoções


Se hoje me iniciasse na blogosfera, não escolheria para título deste humilde blog "Diário de emoções", talvez porque de diário tenha pouco..
Talvez o entitulasse de "Turbilhão de emoções", pois é isso que sinto neste momento..
Aguenta caixinha mágica! Sempre resististe, porque não agora..
Habitam-me tantas emoções e tão diferentes..
Quem me dera ter a capacidade da escrita e registar todas as emoções que têm vindo ao meu encontro e que as vivo ao máximo.. emoções físicas, emoções espirituais, emoções intelectuais.. emoções que doem, emoções que deprimem, emoções tristes.. emoções que me fazem rejubilar de alegria, emoções que me levam mais longe.. emoções.. emoções eternas..
Normalmente dá-me para o registo de emoções (e visito este blog) quando estou mais na mó de baixo, mas hoje estou tão lá em cima que mal me consigo alcançar..
Acho que vou escrever mais..

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Saudades

Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

domingo, 6 de novembro de 2011

Pura inocência

Dedico esta postagem ao meu amigo Zé!



A vida é tão diferente
Daquilo que sonhamos
Talvez o nosso mal seja acordar

Lancei o meu futuro
Para lá do firmamento
E agora não consigo lá chegar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
(Oh,oh)
Mas sou quem diz
Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe regressar
A mais pura inocência

(Oh, oh, oh, oh)

A vida é tão diferente
Dos sonhos que lembramos
Eu sei que o nosso mal é recordar

Perdi o teu futuro
P'ra lá do nosso tempo
E agora não consigo lá voltar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
(Oh,oh)
Mas sou quem diz
Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe te encontrar
A mais pura inocência

(Oh,oh,oh,oh)
(Oh,oh,oh,oh)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Obrigado

Obrigado meu Deus pela magnífica aula que acabas de me conceder, logo após a visita à minha ESL. Bem sabes o que aquela escola representa para nós e para o nosso projecto para a minha vida.. Sim, bem sei que temos de ter uma longa conversa sobre o porquê de teres deixado que isto nos acontecesse.. mas para já não estou preparado.. tenho tanto medo de me apaixonar por estes "putos".. eles são tão queridos, tão bonitos, tão simpáticos, tão.. Obrigado meu Deus esta vida que me dás tão cheia de coisas grandes!

domingo, 9 de outubro de 2011

Em directo..

Encontro-me neste momento no café, interrompo a realização de um trabalho, dos meus actuais estudos de Filosofia, para escrever esta postagem..
Hoje é Domingo e como habitualmente comprei o Público depois da Missa e vim ao café (o 1.º de 2 por dia) lê-lo. Como já não o ia usar mais, deixei pelo café.. ao menos os clientes do café sempre podiam beneficiar de uma leitura mais erudita, não ficando pelo mal-fadado Correio da Desgraças (vulgo Correio da Manhã).
Fui almoçar e voltei ao café (o 2.º e último do dia), mas desta vez estou dedicado ao trabalho lá para a faculdade.. qual não é o meu espanto e chegam dois jovens e ficam admirados por encontrar o Público no café e passam de imediato à leitura e sempre a comentar a subida de nível literário que o café está agora sujeito.. Mantenho-me calado, mas acho graça..

Ps: neste preciso momento acaba de aparecer um velhote a perguntar pelo tal Correio, e os jovens respondem que é o Público, o velhote afasta-se com uma postura de protesto.. vou voltar ao estudo..

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

6 de Outubro! Dia de recordações..

Faz hoje 12 anos que Amália Rodrigues passou a pertencer ao coro celestial.. nesse dia de partida, também eu partia para uma nova etapa da minha vida.. recebia nesse dia a minha primeira para dar aulas..

Numa altura em que a minha caixinha mágica anda muito debilitada, deixo aqui um vídeo de uma canção de Amália..

Senhor, partem tão tristes
Meu olhos por vós, meu bem!
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém!
Partem tão tristes, os tristes,
Tão tristes e tão saudosos!
Tão doentes da partida,
Tão cansados e tão chorosos!
Da morte mais desejosos,
Cem mil vezes que da vida!
Partem tão tristes, os tristes,
Tão fora de esperar bem!
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém!